"Há muito tempo, na terra, anunciou-se em certa região tremenda enchente. A bicharada, desde a pequena formiga ao volumoso elefante, se aprestaram para a imigração em massa. Ora, a gazela, bichinha delicada e medrosa, correu pedir instruções ao sabio dos animais. Este que era o burro, quem fôra, aliás, o advinho da eminente catastrofe, recebeu-a como a todos animais que o tinham na conta dum inegualavel conselheiro. Depois que a gazela lhe disse as suas angustias por se achar tão fragil em viajar sózinha, por floresta cheia de perigos, o burro ponderou-lhe: "Sim, retruca ela, "apezar de não confiar na amizad dos bichos, entretanto, não querendo estupidamente mporrer, justamente agora que sou tão bela e catita, gostaria saber como se chamam."
"É a raposa e o leão." responde-lhe o burro, significativamente.
A gazela muito comovida agradece e vai para a borda da floresta esperando os dois animais mencionados. Nisto aproxima=se a raposa, de pernas finas e olhos vivos. Ao passar por aquela, bem decepcionada pela sua aparencia, a mesma interrompe-lhe a caminhada, dizendo: "Eh, raposa, vais atravessares ésta mata feia nestas pernas finas e de olhos tão inquietos?"
"Adoravel gazela, se vieres comigo, irás ver quanto valem as minhas pernitas e olhitos." responde a raposa.
"Bah, raposa ridicula, vai-te eu irei com o leão que já aí vem."
Efetivamente, este rufindo, espadando sua soberba cauda, vinha que metia medo.
A raposa se raspou o mais depressa que poude ao ve-lo.
Com voz melosa, a gazela suplica-lhe: "Meu amado leão, toso poderoso dos animais, tenha pena de mim, leve-me consigo."
Este, todo convencido, simplismente num gesto rompante aquieceu. A nossa astuciosa raposa, lepidamente, depois de inteligentemente se furtar a todos os muitos perigos da floresta, atravessara-a e sem um arranhãozinho chega as margens dum caudaloso rio, e , aí descança um pouco antes de atravessa-lo. Vê, então, que se aproxima a gazela com seu companheiro. Mas em que estado! O leão vinha que dava dó. Língua de fóra, manquejando, todo lanhado, de olhos vidrados, parecia proximo da morte. A gazela ao ver a raposa, exclama espantada: "Divina raposa, bons olhos a vejam! E como estás disposta depois duma viagem como ésta, será possível?"
ésta despreocupadamente responde: "Isso é lá comigo. Que tal será a travessia, hein gazela mimosa? " Assim dizendo pulou no rio, e começou a nadar. O pobre leão, num ultimo esforço, tambem procura com a gazela atravessar a corrente. Já na outra margem, a raposa observa os dois, e começou a afundar. Então, a gazela aflita grita para a raposa: "Socorro, querida raposa, salvai-me que eu morro!"
E a raposa chocareiramente responde: "Sua gazela pelintra, vê onde a conduziu o teu enfatuamento interesseiro, agora morre, por te fiares sómente na aparencia."
PARA TODOS, JOVENS PRINCIPALMENTE, ISTO SERVE DE ADVERTENCIA, POR ACREDITAREM MAIS EM SEU EGOISMO E NAS APARENCIAS.
Que bela homenagem, minha irmã. Nosso pai, apesar de tudo, estaria orgulhoso de você. Não respondi sua carinhosa carta enviada algum tempo atrás, mas os fatos falam por si. A Dulce esteve me relatando todo o desenlace final da Tia Paula, contou-me coisas muito interessantes sobre o inventário, sobre jóias, e muito mais, Fiquei espantado com o relato, sendo ele verdadeiro, é claro. Deve ser tudo intriga, não é mesmo? Mas o mundo dá voltas e nada fica sem resposta. Cada um que pague pelo que fez. Fique bem, irmã.
ResponderExcluirObrigada pelos elogios e a respeito dos outros comentários ñ pertinentes a este blog já enviei uma mensagem para o seu facebook.
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